Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada [?], por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço.Sê plural como o universo! Fernando Pessoa.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Eu nao disse nada sobre amor. Nem sobre eternidade.
Muito menos sobre coragem, maos dadas e seguir em frente.
Eu nao disse nada sobre saudade, sobre querer que nao tenha fim.
Eu nao disse nada sobre medo, medo de partir, de despedir ou de perder.
Eu nao disse que teria coragem de dar as maos sabendo que teria que solta-las
em algum momento que nao saberia quando, por um motivo alheio a minha vontade.
Eu nao disse nada sobre angustia, por nao saber quando, ou se, as maos estariam juntas algum dia novamente.
 Mas nao foi preciso dizer que queria tudo isso ou talvez tenha dito de uma forma ou de outra que nao queria pontos mas virgulas para respirar de vez em quando, virgulas para entender o que dizia mesmo sem dizer o que queria mesmo sem querer, virgulas para saber esperar e valorizar as maos dadas e os passos lado a lado.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Deve-se começar de algum ponto, as vezes o principio não seria exatamente o começo pois  algumas vezes tudo surge depois de incontáveis olhares, cumprimentos, sorrisos e conversas. O principio nesse caso  baseia-se no inesperado, num contato mais próximo que o normal, que faz com que a energia entre os corpos flua um para o outro como nunca havia ocorrido em todos os encontros anteriores. Essa energia altera a percepção do tempo e dos atos que sincronizam-se  a favor da junção dos corpos que não se sabe bem a que tempo começaram a desejar-se e muito menos o porque.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Quando todas as roupas do guarda-roupas tiverem sido usadas, quando descobrir a preferida
Quando aprender as expressoes corporais, as frases chavões e até adotar algumas delas.
Quando aprender os ondes , os quandos e os porquês...
Surgira então um sentimento novo... Não mais aquele curioso, faminto e ansioso... mas agora um aconchego... um sossego e  "barriga cheia".
  Um sentimento pelo conhecido, pelo previsível, por saber o bem que existe em todos os atos e palavras divididos na rotina por ter e ser um pouco ele e ele ser e ter um pouco você.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Se vincular  certas expectativas na crença que se possam ler teus pensamentos e concretiza-los por sí só é um erro. 
 Nada além de você mesmo deve ser o responsável em cria-las, alimenta-las e sacia-las. Que seja correndo atrás ou convencendo que o façam por você, mas deve haver algum esforço, um suor, nem que seja mental ou espiritual que signifique alguma especie de dedicação para conseguir concretizar a ânsia. Pois quem pouco anda pra chegar até a fonte não sente tanta sede quanto aquele que percorreu meia duzia de quilômetros.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Quando se acalmarão as ânsias que torturam o ser, ainda quantas lagrimas inundaram o rosto pelo futuro incerto, pela curiosidade de saber o que haverá nas próximas paginas do livro da vida. Quanta sabedoria falta em si para entender, respirar e esperar
...
Sem nó na garganta, coração acelerado e olhos inundados.

domingo, 3 de junho de 2012

Sobre introspecção e desenvolvimento do sentir...
Que não me venham com discursos sobre cautela e exemplos mal sucedidos de magoas...Isso mais me parece um pessimismo comodo de quem tem medo de entregar-se não só ao amor como a qualquer especie de sentimento que habite o peito, por quem quer que seja. Brilho nos olhos perdido com o tempo, sentimentos nati-mortos, já concebidos, sem espaço, alimento ou ar.. Alma amarga, cemitério do sentir
. Quanta pena tenho desses condenados que se privam da beleza e da intensidade dos sentimentos que alteram a percepção do tempo e do espaço. O sentir é o ópio da vida, a imensidão de sensações ... Viciantes. Alquimia entre almas errantes  nesse mundo de angustia .
 Nós Sobreviveremos.
 Porque não permitir-se?
Brotando na nascente.
 Divesidade imensa, intensa, aqui mergulho... de olhos abertos, para entender tudo por dentro, sem medo de profundidade ou qualquer falta de ar. Aqui tudo tem novo tom e velocidade própria...Não sei eleger se bom ou ruim.. mas sim diferente e surpreendente. Não por ser avesso, mas por ser o que queria encontrar e já não buscava por falta de fé.