Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada [?], por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço.Sê plural como o universo! Fernando Pessoa.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Encontros e despedidas

Não sei explicar bem, prefiro crer em algo mistico, romantico, destinos escritos no grande livro do universo, melhor isso que elaborar teorias confusas em minha mente, para entender o porque do nosso encontro ocorrer naquele exato dia que foi nosso e mais ainda porque estavas tú com as mesmas vestes desse dia em que nossos labios se encontraram pela primeira vez.
Que confusa escuridão, cegueira, buscar-te e não encontrar-te refletido em minha retina, esse breu literal representa o sentimento ocorrido, a escuridão que tua ausência provocou em meus dias. Mas o frustrante é que no acender das luzes, estava tu em minha frente, mas não te vi, pois já não era aquele meu, o que busquei na escuridão.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Haverá tempo para vagar pelo mundo  e se estabelecer em um lugar.
Para ser andarilha e grande profissional.
Para amar e permitir-se ao amor.
Haverá tempo para ser o que se quer e o que se espera que se seja.
E se houver e se não.
Quando for muito tarde ou muito cedo...  Entre o fim o começo e o meio disso tudo
Haverá tempo para penser e analisar o certo e o errado ou poderia eu andar nas duas estradas ao mesmo tempo?



terça-feira, 23 de outubro de 2012

Anda tudo meio embassado e preto e branco nos últimos dias, meus olhos se assustaram com a nova tonalidade. Mas também devo reconhecer que esse ar monocromático de algum modo me agrada, acalma meu olhar. E que o embassado que me faz pouco ver e quase nada distinguir me emociona pela ânsia do desconhecido.

segunda-feira, 10 de setembro de 2012


 O grande ditator ... o Grande dita a dor ...  a dor que cria e alimenta nos outros, a dor que move o mundo, a dor de pele a dor de alma
mas O grande não  dita a dor que sente e cresce ... não dita em si



Uma serie de fatores e pessoas te arrastarão a certas condutas, certos trajes, certos livros e certas musicas.
Imposições em prazos determinados...DECADENCIAIS, não para ti, mas para os outros que acreditarão que eres menos ao ponto de as vezes também te fazer crer que esse relógio que eles enxergam deve ser o mesmo que o teu.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Eu nao disse nada sobre amor. Nem sobre eternidade.
Muito menos sobre coragem, maos dadas e seguir em frente.
Eu nao disse nada sobre saudade, sobre querer que nao tenha fim.
Eu nao disse nada sobre medo, medo de partir, de despedir ou de perder.
Eu nao disse que teria coragem de dar as maos sabendo que teria que solta-las
em algum momento que nao saberia quando, por um motivo alheio a minha vontade.
Eu nao disse nada sobre angustia, por nao saber quando, ou se, as maos estariam juntas algum dia novamente.
 Mas nao foi preciso dizer que queria tudo isso ou talvez tenha dito de uma forma ou de outra que nao queria pontos mas virgulas para respirar de vez em quando, virgulas para entender o que dizia mesmo sem dizer o que queria mesmo sem querer, virgulas para saber esperar e valorizar as maos dadas e os passos lado a lado.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Deve-se começar de algum ponto, as vezes o principio não seria exatamente o começo pois  algumas vezes tudo surge depois de incontáveis olhares, cumprimentos, sorrisos e conversas. O principio nesse caso  baseia-se no inesperado, num contato mais próximo que o normal, que faz com que a energia entre os corpos flua um para o outro como nunca havia ocorrido em todos os encontros anteriores. Essa energia altera a percepção do tempo e dos atos que sincronizam-se  a favor da junção dos corpos que não se sabe bem a que tempo começaram a desejar-se e muito menos o porque.