Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada [?], por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço.Sê plural como o universo! Fernando Pessoa.

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Há quem diga que são sinos, brilho nos olhos, um click, arritmia cardiaca.
Eu digo que é o cheiro. O cheiro do alguém que empreguina em você, q está em cada particula de ar, que grudou na roupa. O cheiro que não sai nem com todo o sabonete do mundo. O cheiro da felicidade, do instante, do amor... que se torna o cheiro da saudade quando vai para longe.
 O cheiro que faz rir  e lembrar dos momentos... é ele que acelera o pulso.
É o cheiro que faz você saber, num suspiro, que é ELE!

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

sinto os cacos no chão, vou pisando nos pedaços, pedaços de "eu". Ando mesmo em cacos, mil pedaços dele e me ferindo em mim mesma, comigo mesma. A estrutura não aguentou, trincaram algumas partes, anda sendo cada vez mais difícil blindar-se  de tudo, porque esse blindar também te protege da parte boa que há em tudo. Talvez o certo seja esse, trincar e quebrar de vez em quando e depois colar cada peça de volta no lugar.  E as cicatrizes depois serão historia e toda a dor será esquecida...

sábado, 24 de setembro de 2011

Creio que  a eternidade seja relativa no aspecto de sentir.
 Talvez o eterno seja um instante se o sentir for forte.
Ou talvez a eternidade nem exista e nem seja assim tão importante.
Pois se tratando de sentir o que importa é o instante tendo em vista a falta de eternidade do ser.
O que nos faz passageiros da  vida e nela.. tão distantes da eternidade e ao mesmo tempo tão alem dela.
Hora o eterno pode ser eterno para cada um em seu tempo, a minha, a sua ou a nossa eternidade.Feita de instantes, minutos ou horas, anos ou dias, o que seja, sendo eterno mesmo assim, na sua particularidade. Pois se passar da minha ou da nossa eternidade de que valerá se já não estaremos para senti-lo e sem nós jamais seria.
Você teme os começos
Eu.. os finais.
Você teme o frio na barriga.
Eu temo a dor da partida.
E ambos tememos.. o inesperado.
Nos encontraremos entre o começo do fim
e o fim do começo ...

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Por hora o tempo fugiu das minhas mãos.
 o desejo partiu junto com ele.
 Tudo aquilo que esperei sentir ficou guardado na caixa da ilusão e da saudade.
Fantasiei cada instante utopico do reencontro. Desenhei tudo em minha mente tomando ares de perfeição.
 Cada afago no cabelo, cada suspiro ao pé do ouvido. O tato e a presença trairam a ilusão. A realidade em pele desfez minha teoria. Não deixou de ser belo o reencontro. O coração acelerou e sorriu junto com os labios. Mas  a ansia do amor se foi com o vento, com o compasso do relógio. Em seu lugar, tristeza, decepção, por não amar mais, por querer mas já não tanto, nem tanto.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Encontre traças, e deixe o livro da historia aberto para que devorem cada centímetro das folhas.
 Dessa historia não quero vestígios, nem o prólogo de recordação,não quero recordações de um belo começo em versos. Perdão, talvez queira algo, o ultimo paragrafo, para todas as vezes que me perguntar poder  entender porque ...