Sinto-me viver vidas alheias, em mim, incompletamente, como se o meu ser participasse de todos os homens, incompletamente de cada [?], por uma suma de não-eus sintetizados num eu postiço.Sê plural como o universo! Fernando Pessoa.

terça-feira, 10 de abril de 2012

Eis que surge alguém a bater a empoeirada porta do coração. As borboletas dançantes no estomago a cada prenuncio de encontro alimentam a ansiedade. Quase cômico dizer que na verdade não surgiu, mas sempre esteve... tão próximo e agradável, a familiaridade talvez tenha me cegado por uns dias, perdida no tempo de conhecer tua essência, perdi-me dias e noites por não perder-me nela. Que alegria te ter em minha porta agora, tú que tantas vezes caminhou por minhas ruas, enquanto eu te cumprimentava da janela. Foste mais corajoso que eu, ultrapassaste a curiosidade comoda de saber mais que em ambos habitava. Vieste tu ,numa dessas tardes comuns, de sorriso estampado visitar-me. Inegável e doce surpresa fez o coração acelerar. Vês que na face agora moram sorrisos diferentes.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Trata-se de quem tem mais força, ou de quem sabe parecer tê-la?
Sensações guardadas... sentimentos! Simulações convenientes.
Rotina, puro habito, essa roupa que vestes todo dia, sempre as mesmas cores, garantia
que tudo corra como o esperado. Simulação diaria ... conexão dos atos que levam a resultados relatados no manual ... Robos programados para ser exatamente o que se espera. É que o cara da camisa nem parece com você, nem o do livro, a tal biografia que te mandaram seguir, ler e reescrever.

domingo, 18 de março de 2012

Almas afins se entrelaçam... é como se houvessem imãs, essa força pulsante e brutal que não os conduz e sim arrasta quase que a força um para o outro. Almas afins se pertencem e se encaixam, pelo tato,saliva ou brilho nos olhos. Almas afins andam uma para outra num compasso diferente do relógio, os laços brincam com os ponteiros indo e voltando, eles dançam a sua volta, deixando as almas temerosas pela solidão, pelo não funcionamento e até pela inexistência de afinidade qualquer com alma alguma perdida no universo. Há que se ter paciência, deixar que os laços brinquem em encostar em almas não afins. Temos que saber dançar, nesse compasso louco e de ritmo próprio ao redor do relógio que a olho nú não se pode ver, a dança dará a energia necessária o magnetismo para tracionar ou a força para aguentar ser arrastada na direção da alma que nos pertence que às vezes anda em caminhos distintos... em outros laços e relógios.

quarta-feira, 14 de março de 2012

Nesses olhares inquietos que tem se cruzado,esboços de sorrisos, constrangidos pelo sentimento que se intimida por nós mesmos. Ansia, medo e desejo tudo pelo incerto que brota,regado a pensamentos velados e raros encontros. Que faremos, que será de nós... Queremos o inesperado com sua arritmia e rubor. Fuga lenta na direção oposta, tentativa inútil de escapar do sentir. Faz-nos rir ó sentimento sem nome, faz-nos pulsar e querer ...até enfim te batizar.

domingo, 11 de março de 2012

A espera da plenitude é o atraso da felicidade.
Converteu-se em poesia para meus dias. Minha rotina musicada. Tudo era verso, cantado e suave ao pé do ouvido. Que rimassem ou não, que importava(?), a beleza era tanta e toda que já não importava métrica ou ritmo algum.

quinta-feira, 1 de março de 2012

É só desassossego da alma, que transpira emoção e nunca dorme, muito menos desperta para ser. Confunde-se com tanta humanidade,quer ser matéria para ser tocada de uma forma diferente e não pela luz de sempre, quer tato, entrelaço e calor de abraço. Acenda a luz.